Eleições Locais de 2018: Trabalhistas e Conservadores nem andam nem desandam

Muito a custo da sangria do Partido UKIP, os conservadores conseguiram manter os mesmos resultados de 2014, perdendo muito pouco para o Partido Trabalhista, cujas sondagens davam como vencedor destacado.

A primeira surpresa destas eleições veio dos resultados da UKIP que apenas elegeu 3 vereadores, perdendo, até ao momento, mais 107, razão pela qual ajudou os conservadores a manterem-se a par dos resultados de 2014.

No momento em que escrevemos esta notícia, estavam apuradas 108 de 150 Câmaras e, dos candidatos portugueses, só Tiago Corais, em Littlemore, Oxford, tinha sido eleito com 55% dos votos. Ainda não havia resultados para Sofia de Sousa e Élia Carvalho, que terão de esperar até ao fim da tarde para conhecer o seu futuro político.

A grande surpresa veio do Partido Liberal Democrata, que somava 346 lugares assegurados, mais 35 do que nas passadas eleições e atingia os 20% dos resultados eleitorais. Foi o único partido a beneficiar destas eleições, surgindo de novo como uma alternativa, beneficiando dos erros do partido do governo, especialmente acerca das negociações do Brexit e da forma como geriu o escândalo com os imigrantes das Caraíbas e do desnorte dos trabalhistas quanto à posição com a Rússia, Síria e a descriminação dos judeus dentro do partido.

No que diz respeito aos resultados das grandes forças políticas, os trabalhistas somavam 1 563 lugares assegurados, mais 48 do que em 2014, os Conservadores 949, mais 6 do que a última eleição . O Partido Trabalhista ganhou terreno em Londres e o Partido Conservador ganhou fora de Londres arrecadando a maioria dos votos perdidos pela UKIP.

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