Disparam os crimes de violência no Reino Unido

Nem a polícia, nem o governo britânico podem ter dúvidas sobre os resultados dos cortes orçamentais nas forças da ordem e os números falam por si: os crimes violentos aumentaram 22% no uso de armas brancas e 11% no recurso a armas de fogo. No mês de Fevereiro Londres ultrapassou Nova Iorque, a cidade mais violenta do Mundo, e registou um maior número de homicídios. A estatística leva em conta as vítimas dos ataques terroristas em Londres e Manchester.

Apesar do aumento de criminalidade já citada, é de salientar que também os crimes com veículos aumentaram 17% e os roubos 9%. Os registos têm aumentado em todo o Reino Unido, mas o estado da capital é particularmente preocupante.

“Nos últimos sete, oito anos perdemos mais de 3 mil polícias civis, mais de 3 mil membros do corpo administrativo e mais de 3 mil agentes de rua”, explica o presidente da Câmara de Londres, Sadiq Khan, que diz “fazer o que pode, mas o governo tem de reconhecer que este é um problema nacional e que exige respostas nacionais”. Cortes que começaram no tempo do governo de David Cameron, quando Theresa May era a responsável pelo Ministério do Interior (Home Office) britânico e que vêm agora juntarem-se ao escândalo da deportação e alienação dos cidadãos do ‘Commonwealth’, convidados a entrar na Grã-Bretanha, nos anos quarenta, para reconstruirem a Inglaterra após a II Grande Guerra.

Controversias que a responsável do governo de Theresa May pela pasta do Interior, Amber Rudd, herdou e com que se tem debatido, calada para não comprometer a chefe do governo. No que diz respeito à violência anunciou agora um plano estratégico no valor de 45 milhões de euros.

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