Governo britânico insiste na saída da união aduaneira

Depois de ter sofrido uma pesada derrota na Câmara dos Lordes, o governo britânico reafirmou o compromisso de deixar a união alfandegária da União Europeia – antes de outra votação, esta simbólica, sobre o assunto no Parlamento, mantendo a pressão sobre o modelo final do Brexit, a saída do Reino Unido do bloco Europeu.

Os deputados debatem no dia de hoje o assunto que, ao fecho desta notícia, ainda não foi votado.

Mesmo assim, a BBC garante que, uma fonte em Downing Street, confirma a intenção do governo de sair da união aduaneira.

Um dos responsáveis pela secção política na BBC, Norman Smith, disse que a decisão de Theresa May pretende apenas tranquilizar os apoiantes do Brexit no Partido Conservador, preocupados com uma possível reviravolta após a derrota nos Lordes e perante a pressão da UE.

Uma união aduaneira acontece quando dois ou mais países concordam em aplicar os mesmos, ou nenhuns, direitos aduaneiros na troca de bens. Isso significa que as mercadorias que passam pela alfândega de um certo país, poderão ser enviadas para outros destinos, dentro do acordo, sem que outras tarifas sejam impostas.

No entanto, segundo os acordos de movimentação de bens na União Europeia, se o Reino Unido continuar a fazer parte da união aduaneira, não conseguirá negociar acordos comerciais com países de outras partes do mundo, a não ser através da UE.

Mas partidários admitem que resolveria o problema da fronteira aberta entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.

Os trabalhistas são de opinião que a Grã-Bretanha negoceie uma nova união aduaneira com a UE pós-Brexit, defendendo que deveriam deixar a actual, mas depois negociar um tratado que representaria “a mesma base da actual união aduaneira”.

Mas falando numa visita a uma empresa em West Midlands, Theresa May afirmou que deixar a união aduaneira permitiria ao Reino Unido fizez novos acordos comerciais em todo o mundo, mas manteve a preocupação de ter de negociar uma fronteira “sem atrito” com a UE.

O ex-ministro John Whittingdale, que apoia o Brexit, disse à BBC News que a votação não vinculativa de hoje seria “uma peça de teatro”, mas “não teria importância nenhuma”. Só que pode ser bem o prenuncio do resultado do voto parlamentar na ratificação do tratado final, que o mesmo político concorda poder vir a tornar-se num momento “mais desafiador”.

É esperado que uma maioria de deputados no parlamento venha a apoiar e confirmar o actual direito de comércio e alfândegas, para pressionar o governo a negociar uma união aduaneira.

Comentários

be the first to comment on this article

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Ir para TOPO