Boris Johnson desinspirado na “rota do Brexit”

Num discurso, visto pela maioria dos comentadores políticos, desinspirado, Boris Johnson, o chefe da diplomacia britânica, falou sobre a sua “rota para o Brexit”, tentando convencer os opositores do “Brexit”, referindo-se à saída da União Europeia como um “motivo de esperança” que fará do Reino Unido um país mais global e competitivo, mas repetindo o discurso do passado, sem novos argumentos.

“Nalguns casos, noto um endurecimento dos sentimentos e da ira.”, diz Boris, e “temo que algumas pessoas estejam a tornar-se cada vez mais determinadas em parar o ‘Brexit’, a voltar atrás com o referendo votado a 23 de junho de 2016, frustrando a vontade do povo. Penso que seria um erro desastroso que conduziria a sentimentos permanentes e erradicáveis de traição. Não podemos e não deixaremos que aconteça.”

O discurso de Johnson em Londres foi o primeiro de seis intervenções programadas por membros do governo britânico, incluindo a própria primeira-ministra Theresa May. Apelidada “Rota para o Brexit”, a série de discursos pretende clarificar os objetivos do país acerca do futuro relacionamento com a União Europeia.

No entanto, segundo várias sondagens, os britânicos percebem que o Reino Unido irá passar por momentos muito difíceis e enquanto não conseguir recuperar a sua economia, fruto do choque da saída do bloco, o custo de vida irá aumentar ainda mais os índices de pobreza e afectar a qualidade de vida dos britânicos. Por isso, a vontade de 58% dos eleitores em apostarem por um “soft Brexit”, ou, mesmo, pela marcha atrás do processo.

Até agora, dizem a maioria dos comentadores, como membro pleno da UE, o Reino Unido, apesar e devido às perdas cambiais da libra esterlina, tem mantido a economia com pequenos índices de crescimento, mas depois do Brexit nada será como antes e a falta de acordos comerciais viáveis afundará, especialmente, a agricultura e os meios de produção, isto para não falar da City, o maior mercado financeiro do Mundo.

Seja qual for “a rota do Brexit” não tem argumentos palpáveis, baseados numa plataforma económica/financeira credível no mercado global e, por isso, tal como Boris Johnson tentou explicar, será sempre baseada em sentimentos ligados a fortes convicções, espírito de luta, sacrifício, esperança e argumentação História do passado, chamando o público a acreditar no ‘sonho’ britânico através do Brexit.

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