Brexit: 58% dos britânicos querem novo voto

Uma sondagem publicada pelo jornal britânico ‘Guardian’ e depois mencionada na maioria dos medias no Reino Unido, indica que 58% dos eleitores querem regressar às urnas e votar sobre o futuro do Brexit, a saída Grã-Bretanha da União Europeia.

Entretanto, Theresa May veio a público dizer que não há ‘marcha atrás’ no processo de saída da EU e até aceita ceder a favor dos euro-cépticos, que ganharam, por uma pequena margem, o referendo em Junho de 2016.  Sobre o resultado da sondagem, Gina Miller, uma conhecida activista pró-europeia, não podia estar mais de acordo.

“Sou completamente a favor dessa linha de pensamento. As pessoas não sabiam o que estavam a votar. Era algo de inédito. Nunca um Estado-membro deixou a União Europeia antes. É um território desconhecido. E ninguém consegue antever o que se vai passar. Por isso, acho que devíamos ter um voto popular, não um segundo referendo. Um voto com todas as opções possíveis, seja qual for o acordo alcançado. Se não houver acordo, permanecemos e fazemos reformas internas. É uma questão de bom senso. E isto tem de acontecer antes que comece o processo de ratificação”, declara.

Segundo Miller, “vai haver muitos debates sobre isso este ano. Pela primeira vez, houve um conselho municipal – Hammersmith, creio – a escrever ao governo para manifestar-se a favor do voto. Há cada vez mais vozes a pedir um voto popular. Se todas se juntarem, o barulho vai ser tanto que o governo não o poderá ignorar”.

Entretanto, eurodeputado britânico Nigel Farage, ao longo de anos um ardente defensor da saída do Reino Unido da União, admite a eventualidade de um segundo referendo sobre a saída da União Europeia (UE) para silenciar em definitivo os opositores desta decisão.

Os pró-europeus, onde se inclui o ex-primeiro-ministro Tony Blair, “jamais renunciarão”, considerou o antigo líder do Partido euro-céptico Ukip e da campanha pelo Brexit, em declarações à cadeia televisiva Channel 5.

“Vão continuar a queixar-se, a chorar e a gemer ao longo de todo o processo”, acrescentou.

“Chego a pensar que talvez, verdadeiramente, talvez pudéssemos organizar um segundo referendo sobre a permanência na UE. (…) Isso poria fim e de uma vez por todas a qualquer problema para uma geração”, afirmou.

Segundo Farrage, a percentagem de votantes que se pronunciaria em favor da saída seria “muito mais elevada” que a registada no referendo de 23 de Junho de 2016.

O referendo sobre a presença do Reino Unido na UE registou 52% de votos a favor da retirada (Brexit), contra 48% sobre a permanência.

O antigo primeiro-ministro Tony Blair e outros políticos da oposição pró-UE apelaram à realização de um segundo escrutínio, argumentando o facto de os britânicos não saberem concretamente, no momento da votação, as implicações de uma saída do Reino Unido da União. As sondagens mostram que os britânicos continuam muito divididos.

 

 

 

 

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